Árbitro somali Omar Artan impedido de entrar nos EUA e afastado do Mundial 2026
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Omar Artan, que seria o primeiro árbitro somali a dirigir um jogo no Mundial, foi impedido de entrar nos EUA no aeroporto de Miami e afastado do torneio. A FIFA confirmou o caso que gerou polémica internacional.
Árbitro Somali Afastado do Mundial 2026 Após Ser Impedido de Entrar nos EUA
Omar Artan, que seria o primeiro árbitro somali a apitar um jogo no Campeonato do Mundo, foi removido da lista de árbitros oficiais após ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos. O incidente ocorreu no Aeroporto Internacional de Miami, e Artan encontra-se atualmente na Turquia. A notícia foi avançada pela BBC Sport a 8 de junho de 2026.
Artan foi distinguido como árbitro masculino do ano da CAF em 2025 (Confederação Africana de Futebol), o que tornava a sua presença no Mundial 2026 um momento histórico para o futebol do continente africano.
O Que Aconteceu no Aeroporto de Miami
Segundo as informações recolhidas pela BBC, nenhuma razão oficial foi apresentada pelas autoridades de imigração dos EUA para o impedimento. No entanto, a Somália consta da lista de países sujeitos a restrições de viagem introduzidas pela administração do Presidente Donald Trump.
Um responsável da embaixada somali em Nairobi revelou à BBC que o passaporte diplomático de Artan tinha sido emitido especificamente para facilitar as suas viagens, depois de anteriores dificuldades com vistos. Ainda assim, a medida não foi suficiente para garantir a entrada no país.
Um conselheiro sénior do Ministério da Juventude e Desporto da Somália confirmou o caso e garantiu que Artan viajava com documentos válidos.
A Posição da FIFA
Após contactar as autoridades norte-americanas, a FIFA confirmou que Artan não poderá participar no torneio. Em comunicado, a organização afirmou: "A FIFA pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem apitar no FIFA World Cup 2026 após ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos."
A FIFA acrescentou que não tem intervenção nos processos de imigração do país anfitrião, sendo o governo do país anfitrião quem determina quem pode ou não entrar no território.
Pierluigi Collina, chefe dos árbitros da FIFA, criou um centro de treino em Miami para os 52 árbitros e 88 árbitros assistentes do torneio. Todos os árbitros são obrigados a permanecer nessa base na Florida para treino, preparação e segurança, o que tornava inviável qualquer solução alternativa para Artan.
A Reação de Artan
Em declarações à agência Reuters, o árbitro mostrou-se sereno face à situação: "Gostaria de agradecer à FIFA e à CAF por todo o seu apoio e prometo manter os meus níveis de arbitragem enquanto me concentro no futuro."
Artan acrescentou: "Quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejo aos meus colegas todo o sucesso durante o Mundial. Aguardo com expectativa juntar-me a eles novamente em competições futuras."
A Federação Somali de Futebol (SFF) contactou a FIFA a pedir esclarecimentos urgentes sobre o caso.
Um Mundial com Várias Polémicas
O caso de Omar Artan não é o único problema logístico e político que tem marcado a organização do Mundial 2026. A federação de futebol do Irão anunciou que a alocação de bilhetes para os seus adeptos na fase de grupos foi revogada, numa outra decisão que gerou reação internacional.
O comentador e ex-avançado inglês Ian Wright não poupou nas críticas, classificando o torneio como um "Mundial do caos": "De poucas em poucas horas é outra história: adeptos impedidos, jogadores impedidos, árbitros impedidos, jornalistas impedidos. Os bilhetes mais caros de sempre, os alojamentos mais caros, os transportes pelas nuvens. É este o espírito do futebol?"
Este clima de controvérsia acontece antes do arranque do torneio, marcado para 11 de junho, com a final a 19 de julho.
Contexto: Quem é Omar Artan
Artan tornou-se árbitro da FIFA em 2018 e tem uma carreira sólida no futebol africano, tendo apitado jogos na Taça das Nações Africanas (CAN). Seria o primeiro somali a arbitrar no palco do futebol mundial, um feito de enorme significado histórico para um país que raramente aparece nas grandes competições internacionais de futebol.
O caso levanta questões sérias sobre a capacidade dos EUA em garantir a entrada de todos os intervenientes acreditados pela FIFA, e coloca pressão sobre a organização do torneio a poucos dias do início.
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