Santa Fe-Vasco: Um Golo Sofrido em Quatro Jogos a 2.600 Metros
Pickmania4 min de leitura


Copa Sul-Americana
O Independiente Santa Fe eliminou o River Plate nos penáltis e recebe agora o Vasco da Gama em El Campín, na primeira mão dos quartos de final da Sul-Americana. Analisamos a altitude de Bogotá, as oito ausências de Pedro Emanuel e os dois mercados com melhor leitura.
A Copa Sul-Americana entra nos quartos de final e o primeiro capítulo joga-se a 2.600 metros de altitude. O Independiente Santa Fe recebe o Vasco da Gama no estádio El Campín, em Bogotá, esta terça-feira às 23:00 de Lisboa (18:00 locais). A segunda mão está marcada para 15 de setembro, em São Januário.
Os colombianos chegam invictos na prova: quatro jogos, duas vitórias, dois empates e apenas um golo sofrido. Eliminaram o Caracas no play-off e, nos oitavos, deixaram pelo caminho o River Plate, com 0-0 em casa e 1-1 em Buenos Aires, decidido nos penáltis por 8-7. No Torneo Finalización somam duas vitórias, quatro empates e uma derrota em sete jornadas.
O Vasco vive uma realidade bem diferente na frente doméstica. Ocupa o 17.º lugar do Brasileirão com 25 pontos em 25 jornadas, tem 27 golos marcados e 40 sofridos, e perdeu por 1-0 com o Fluminense no fim de semana. A prova continental é, para já, o caminho mais curto para salvar a época.

Análise Independiente Santa Fe
O registo defensivo é o argumento mais forte da equipa de Pablo Repetto. Em quatro jogos da competição sofreu um único golo, e nenhuma das duas mãos com o River Plate lhe custou mais do que isso. Marcou seis, número modesto, mas suficiente para chegar aqui sem perder.
A enfermaria tem três nomes confirmados: Omar Fernández, Andrés Mosquera e Kevin Balanta estão lesionados. Não há jogadores em risco de castigo, o que dá ao treinador liberdade total para repetir a base. Para os quartos de final o clube inscreveu ainda Emerson Rodríguez, Ewil Murillo e Juan Espitia.
Hugo Rodallega continua a ser a referência ofensiva e Franco Fagúndez é quem liga o meio-campo ao ataque. O onze provável tem Asprilla; Palacios, Olivera, Scarpeta e Mafla; Jhojan Torres, Daniel Torres, Maxi Lovera e Fagúndez; Obrian e Rodallega. É praticamente a mesma equipa que afastou o River e que ganhou o clássico ao Millonarios por 3-2 na semana passada.
El Campín fica a cerca de 2.600 metros de altitude, e esse é o fator que mais mexe com quem visita. Equipas brasileiras que aterram em Bogotá com dois dias de adaptação costumam pagar a fatura na última meia hora. Repetto tem a Copa da Colômbia na quinta-feira e o Tolima no sábado, mas a prioridade desta semana não oferece dúvidas.

Análise Vasco da Gama
O Vasco chegou aos quartos de final, mas fez a viagem a pensar já no sábado seguinte. Pedro Emanuel deixou no Rio três titulares por opção: Cuesta, Andrés Gómez e Adson. A ausência do último pesa mais do que parece, porque leva quatro golos e é dos melhores marcadores desta edição da prova.
A lista de indisponíveis é longa. Thiago Mendes está suspenso, Colidio não está inscrito na competição, e a enfermaria tem Cuiabano (edema na coxa esquerda), Brenner (lesão ligamentar no pé esquerdo), Jair (lesão no adutor da coxa direita) e Mateus Carvalho (rutura multiligamentar).
O onze provável mantém Léo Jardim na baliza e aposta em Nuno Moreira como o homem mais criativo do ataque. Marino Hinestroza deve fazer a primeira titularidade com o treinador português, e Bruno Duarte repete depois da estreia no clássico. Atrás alinham Puma Rodríguez, Saldivia, Robert Renan e Lucas Piton.
A deslocação junta tudo o que costuma complicar os clubes brasileiros: voo longo, altitude e três competições em simultâneo. No sábado o Vasco joga em Porto Alegre, com o Grémio, e nesse jogo está em causa a permanência. Sair de Bogotá sem uma derrota pesada é, muito provavelmente, o objetivo realista da noite.
Sugestão Pickmania
Não há história recente entre os dois clubes que ajude a ler este duelo, por isso conta o presente. De um lado, uma equipa invicta na competição, a jogar em casa e na sua altitude. Do outro, um plantel remendado que trata esta partida como a primeira de duas.
O mercado traduz isso com prudência: a vitória do Santa Fe paga 2.24, o empate 3.10 e o triunfo do Vasco 3.52 nas casas parceiras 22Bet, Coldbet e Betlabel. É um favoritismo tímido para quem recebe, coerente com a diferença de plantéis entre os dois clubes.
O número que mais salta, porém, é o outro: um golo sofrido em quatro jogos. Junte-se a isso um Vasco sem Adson, sem Andrés Gómez e sem Colidio, ou seja, sem três dos seus produtores de golo, e o cenário de uma baliza a zeros ganha peso. Primeiras mãos em altitude tendem a ser controladas, não abertas.
A sugestão vai para o Ambas Marcam: Não, a 1.65 na Coldbet, na 22Bet e na Betlabel. Quem preferir o lado contrário tem o Ambas Marcam: Sim a 2.11, sustentado na ideia de que o Santa Fe, obrigado a construir vantagem em casa, acabe por deixar espaço nas costas da defesa.

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Resultado final (1X2)
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